Aos 8 anos, sanfoneira mirim mantém vivo legado do forró: 'A sanfona é a alma do nordestino', diz avó

  • 24/06/2026
(Foto: Reprodução)
Sanfoneira mirim toca desde os 5 anos e mantém vivo legado do forró Símbolo dos festejos juninos e da cultura nordestina, a sanfona atravessa gerações e mantém vivo um legado que tem Luiz Gonzaga como um de seus maiores representantes. No Recife, essa tradição segue nas mãos da pequena Luna Araújo de Albuquerque, de 8 anos, que começou sua história com o instrumento antes mesmo de nascer (veja vídeo acima). "Eu na barriga da minha mãe, minha avó ficava: 'Ela vai ser sanfoneira'. Aí meu pai dizia: 'Ela vai ser guitarrista'. Depois, quando eu nasci, meu avô foi e comprou sanfona. Eu estava com um ano de idade. Ele começou a tocar e eu gostei", conta Luna. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Estudante do Conservatório Pernambucano de Música, ela começou a aprender os primeiros acordes aos 5 anos. Aos 8, segue aprimorando a técnica sob a orientação do professor Júlio César Mendes. Segundo o professor, Luna se destaca pela dedicação e pela facilidade de aprendizado, apresentando uma habilidade acima da média para a idade. Para ele, o ambiente familiar também teve papel fundamental no interesse da menina pelo instrumento. "Ela provavelmente viu pessoas fazendo isso [tocando], e achou interessante. É a coisa do legado cultural, da nossa música que tem essa memória coletiva, que nasce justamente na idade que Luna está. Nesse momento que ela está, de observar as circunstâncias, de observar o que está acontecendo (...) é nesse momento que isso se constrói" Luna Araújo de Albuquerque, de 8 anos, aprendeu a tocar sanfona aos 5 Everaldo Silva/TV Globo Tradição em família O som que enche de orgulho toda a família da Luna tem como principais incentivadores os avós. Elieser Cavalcanti e Káthya Nunes acompanham de perto o desenvolvimento de Luna e se emocionam com um legado marcada por afeto, tradição e muitas memórias. "Ela toca muito, toca muito. Por sinal, quando ela começa a tocar, faz mais do que eu. E a emoção é muito grande, eu me emociono muito. Tem hora que não consigo conter e é uma alegria muito grande. (...) De vez em quando eu estou chorando", diz o avô. Káthya Nunes destaca o orgulho de ter a neta como sanfoneira e lembra da avó, que era paraibana, apaixonada por forró e grande fã de Luiz Gonzaga. "Minha história com o sertão, o forró, ela é a memória afetiva. É lembrar da minha avó, que era fã. (...) Tenho muito orgulho de Luna ser sanfoneira e não deixar de ser criança. É herdeira de um legado. A sanfona é a alma do nordestino, é a alma do brasileiro", conta a avó. Luna Araújo ao lado dos avós Elieser Cavalcanti e Káthya Nunes Everaldo Silva/TV Globo VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/sao-joao/noticia/2026/06/24/aos-8-anos-sanfoneira-mirim-mantem-vivo-legado-do-forro-a-sanfona-e-a-alma-do-nordestino-diz-avo.ghtml


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