Construção da Transnordestina em PE deve gerar R$ 4,7 bilhões em benefícios sociais e econômicos, aponta estudo

  • 08/07/2026
(Foto: Reprodução)
Transnordestina em PE pode gerar R$ 4,7 bi, diz Sudene Um estudo elaborado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) concluiu que a construção do trecho da Ferrovia Transnordestina entre Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, e o Porto de Suape, no Grande Recife, tem viabilidade técnica, econômica, social e ambiental. Segundo o documento, a conclusão do trecho pernambucano da ferrovia pode gerar benefícios econômicos e sociais estimados em R$ 4,7 bilhões apenas no estado. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A obra está paralisada há dez anos e o trecho pernambucano chegou a ser retirado do projeto durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), mas foi retomado pela gestão do presidente Lula (PT). Entretanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão de novos compromissos financeiros relacionados ao ramal Salgueiro-Suape. Conforme a decisão do tribunal, os recursos só devem voltar a ser repassados após serem comprovadas a viabilidade técnica, econômica, social e ambiental da obra. Em junho, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) veio a Pernambuco e afirmou, sobre o ramal, que "é só o TCU dizer o 'ok' que a obra começa". Um dos principais objetivos do estudo da Sudene é atender à exigência do TCU. O documento foi elaborado com participação da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), do Porto de Suape e de representantes políticos e técnicos. As obras da Transnordestina começaram há cerca de 20 anos. Em Pernambuco, dos 540 quilômetros previstos, apenas 179 quilômetros de trilhos foram instalados. Desde 2016, os trabalhos estão paralisados. O estudo também reforça a necessidade de construção de um trecho de 73 quilômetros entre Custódia, no Agreste, e Arcoverde, no Sertão, cuja licitação já estava em fase final antes de ser interrompida. Segundo a Sudene, os cálculos utilizaram o indicador conhecido como Valor Social Presente Líquido (VSPL), que compara os benefícios gerados por um empreendimento com os custos necessários para sua implantação. Como o resultado foi positivo, a conclusão foi de que o investimento é justificável. "Nós temos um VSPL da ordem de 15,5%. Isso demonstra que você terá desenvolvimento na margem da estrada, por onde ela passa, e aqui no Recife, onde ela chega. Em torno de 40% da região Nordeste terá influência do que a ferrovia gerará para toda nossa região. Estamos tratando de uma decisão estratégica e importante para o Nordeste, para Pernambuco e também para o país", disse o superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre. Ferrovia Transnordestina em Pernambuco Reprodução/TV Globo De acordo com o estudo, a ferrovia poderá movimentar até 24 milhões de toneladas de cargas por ano. O presidente da Fiepe, Bruno Veloso, destacou a diversidade de setores beneficiados. "Uma produção mineral lá do polo gesseiro do Araripe, por exemplo; o polo de frutas da região do Vale do São Francisco também será muito beneficiado, sem falar na produção de proteína animal, tanto avícola como também bovina. Temos milho, soja, que são necessários para poder fazer a ração animal. E a gente também precisa levar em consideração é que temos uma das maiores refinarias de petróleo do nosso país, que justifica esse trecho da Transnordestina", afirmou. O documento também destaca a integração com a Refinaria Abreu e Lima, em Suape, como um dos fatores que reforçam a importância econômica do trecho pernambucano. Ainda segundo o levantamento, a conclusão da ferrovia entre Salgueiro e Suape deverá gerar cerca de 13 mil empregos diretos durante as obras e outros 9,6 mil postos de trabalho quando o trecho entrar em operação. Além disso, aproximadamente 400 municípios nordestinos deverão ter impacto positivo sobre o Produto Interno Bruto (PIB) com a conexão ferroviária. Próximos passos O projeto original da Transnordestina prevê 1.752 quilômetros de ferrovia, ligando o Porto Seco de Eliseu Martins, no Piauí, aos portos de Pecém, no Ceará, e de Suape, em Pernambuco, passando por Salgueiro. Enquanto o trecho cearense tem previsão de conclusão para 2027, a continuidade das obras em Pernambuco depende da decisão do TCU sobre a liberação de novos recursos. Na avaliação da Sudene, se os investimentos forem autorizados, a conclusão do trecho pernambucano poderá ocorrer até 2030. A estimativa é de que sejam necessários cerca de R$ 5 bilhões para finalizar as obras. Segundo o superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre, a expectativa é de que a análise do estudo permita ao TCU rever a decisão que suspendeu os repasses e autorize a retomada dos investimentos "o mais rápido possível". "A próxima etapa principal é alterar a decisão do TCU por uma nova decisão que possa vir do próprio TCU, dizendo que está liberado o investimento de novos recursos para a ferrovia. Eu tenho convicção absoluta que, em muito em breve, nós teremos uma boa notícia desse assunto", declarou. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/07/08/construcao-da-transnordestina-em-pe-deve-gerar-r-4-bilhoes-em-beneficios-sociais-e-economicos-aponta-estudo.ghtml


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